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Pijama pueril

Chegaram as noites frias. Com elas a procura do conforto nas roupas acolhedoras e a volta aos pijamas pueris. Feminismo dissimulado no pijama algo cómico mas confortável, embrulho-me numa manta no sofá enquanto espero o teu regresso a casa de mais um dia. 

Está frio mas não para as minhas hormonas. É daquelas noites em que anseio que chegues. Estou esfomeada e não é de alimentos. A televisão não me entretém. Ligo o computador e navego pelo mundo virtual sem destino. Actualizo noticias. Leio novidades de quem publica e vou ao chat. Depressa me arrependo. Estou com a mente demasiadamente libidinosa e o meu perfil pode ser confundido com a vulgaridade. Provoco algumas piadas, alguns leitores mais ávidos que percebem o meu refúgio e decido sair. Preciso de algo mais que leitura. 

Olho as horas. Estou inquieta pela consciência que ainda faltam uns momentos a sós. Decido ir a um site porno. Desejo saciar a vontade de toque, hoje está a consumir-me. Depois de procurar um terceiro filme, quase de forma instintiva, toco-me. Sinto os meus seios inchados, os mamilos rijos, a minha pele está suave. Coloco a mão por cima do pijama, no meio das coxas. Sinto o meu cheiro húmido. Apesar de desejar evitar o toque descubro um orifício no pijama que me faz sentir a vulva intumescente. Não condeno de maneira nenhuma o namoro com nós próprios mas não quero ceder dessa forma. Desligo o site que me conspurca mais a mente e faz incendiar o corpo. 

Pego no telemóvel. Verifico que está quase na tua hora e decido provocar-te por sms: 
- Estou faminta. Não te distraias no caminho. – respondes quase de seguida - queres que leve um hambúrguer? - acho que estás a ironizar como sempre e decido ser objectiva:  Tenho fome de ti! Anda! 

Tento me distrair com zapping. A televisão esta cada vez mais monótona. Vou-me dedicar a algo útil: casar meias. Algo entediante para dispersar a luxuria mental. 

Quando chegas a casa não vens me cumprimentar como habitual. Vais à cozinha. Arrumo tudo à minha volta e vou ao teu encontro. Estás a comer algo e sorris quando me vislumbras. Divertido dizes-me com um olhar depravado – primeiro tenho de me alimentar para saciar essas hormonas. Não me olhes assim! Aconchego-me em ti. Preciso mesmo te sentir. Beijamo-nos e trocamos um boa noite. Afasto-me e em jeito de informação digo – “espero-te na sala”. 

Demoras menos do que esperava. Sentas e nem te dou espaço. Colo-me a ti sentando-me no teu colo. Continuo a beijar-te enquanto me movo para te sentir, E sussurras ao meu ouvido – ainda nem te toquei e esses mamilos quase saltam! – sorrio e respondo que nem precisas tocar. Deslizo por ti até ajoelhar no chão. Abro o éclair das tuas calças e quase sou surpreendida pelo teu tesão já desperto. Trocamos olhares cúmplices porque sabes o que te vou fazer. Demonstrar a minha gula com mestria. Endurecer-te e espicaçar mais o meu desejo. Cada suspiro teu humedece-me. 

Não aguento mais. Estas no ponto que me faz querer sentir-te e ocorre-me como posso te surpreender. Subo para o teu colo. Beijo-te intensamente enquanto mergulhas as tuas mãos dentro da minha blusa para me sentir os seios. Coloco uma mão no teu sexo e encaixo-o em mim pelo rasgão descoberto mais cedo. Gemes de prazer e surpresa e eu cavalgo em ti . Primeiro lentamente até me sentires bem. 

Adoro encaixar em ti em profundidade. Aumento a intensidade e dizes o quanto te estou a endoidecer. Movimento-me em estocadas fortes e esqueces-te que um – pára, que não vou aguentar – para mim, funciona exactamente ao contrário. Faço-te chegar ao clímax enquanto te olho e me delicio com o teu prazer. 

Ainda o teu corpo treme mas, decides tomar as rédeas. Com um movimento brusco, jogas-me no sofá. Tenho a anca virada para ti. Puxas-me o pijama para baixo. Fico empinada e só entras com a pontinha do teu membro em mim, fazendo me desesperar. Ordenas: - toca-te e sente bem lento. Ainda não me tiraste o vigor, vem-te para mim agora! 
Sussurro que está tão bom. Sinto-me expandir e contrair e cedo a um êxtase que te faz entrar em mim com toda a força. Agarras-me pela anca enquanto me sentes convalescer. 

Vamos ao banho? – convidas. Encaixados na banheira, comento – não sei se coso o pijama – soltamos uma gargalhada e concordas.

Imagens eróticas cedidas por x-art.com

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