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Mensagens

Reconhecimento

Às vezes há tanto para dizer e as palavras insistem em ser parcas. Fico presa nos pensamentos e memórias de vivências tão marcantes e o comutador da reflexão leva-me a relembrar máximas que tanto valorizo : "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. - C.Chaplin ".
Então nesta busca de algo que alimente o dicionário encontro uma sublime coincidência :

Gabriel Garcia Marquez, recebeu o prêmio Nobel da literatura em 1982, ano em que eu vim ao mundo. Ironicamente, ou não, descreve-me num texto que nem eu mesma consigo fazer melhor:

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.

Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café co…
Mensagens recentes

Quintessência potenciada

Vivemos trôpegos nas rotinas de trabalho. Mentes dormentes, absortas pelas rotinas impostas pela responsabilidade laboral. Depois do pico de energia sentido com a chegada do Verão, eis-nos novamente letárgicos á espera de férias. A ânsia pelo dolce fare niente consome-me o ânimo nos últimos dias. Para a restituição da minha salubridade mentAl, sinto uma necessidade premente do tempo de vacuidade. Nas poucas horas de lazer com a disposição frouxa, dedico-me a momentos calmos e passivos: leitura, reflexão, relaxe. Conduz-me a curiosidade da mente irrequieta em conjunto com o estado de alma e tropeço no "Elogio ao ócio" do matemático e filósofo Bertrand Russell (Nobel da Literatura). Surpreende-me ler quem estudou e fundamenta, em plenos anos 30, o quanto seria ideal o ser humano  trabalhar só e apenas 4 horas diárias; o quanto o lazer é produtivo para a sociedade, fomentando pensadores, investigadores, artes e toda a melhoria de qualidade de vida. Quem pode e sabe usufruir d…

Perfeitos desconhecidos I

- E como nos identificamos? - assim alcançamos a derradeira decisão.
A comunicação entre mim e Duarte tem sido realizada por mensagens sui generis, repletas em malícia e humor. Conhecemos muito pouco de cada um, até porque os interesses não passam pela individualidade e muito menos pela banalidade. Pelo contrário, desde o primeiro vislumbre de uma fotografia e comentário original, a intenção é o enigma e glamour.
Ainda elevamos a fasquia da ousadia na resposta á questão. Sugiro uma foto de oferta, assim identificarei procurando a mão com a imagem. Se nos anteciparmos e esperarmos por quem não conhecemos, peço a Duarte que me ofereça a imagem sensual por ele fotografada, surpreendendo-me. Ele contesta, quer algo mais. Quer um beijo quente! Assim, sem demoras e sem apresentações. Quer me diferenciar pela audácia.

Reconhecemos ser esta a aventura procurada. Poucas mais expectativas queremos alimentar! Partir em viagem em busca de desconhecidos. Ir ao encontro do dono do discurso humorís…

Dia Mundial das redes sociais

Vivemos numa correria constante. Sem conseguirmos usufruir de algo novo que depressa se torna obsoleto. Tudo é descartável. Tal como o "fast food", devoram-se momentos em prol do conforto em vez de os saborear!

Assim se tornou óbvio, em 2010, na era do mundo virtual tinha de ser comemorado um dia para as redes sociais. Celebra-se as "salas de convívio" actuais onde pouco se comunica e muito se visiona.
Recentemente, alguém me deu uma nova analogia para as selfies da moda partilhadas pelo mundo de desconhecidos: Efeito microondas!

Reconheço que o conceito é muito adequado! O forno de microondas não fornece calor, ele actua exclusivamente sobre as moléculas de água dos alimentos. As microondas têm alta capacidade de penetração na comida, o que possibilita a cozedura pelo interior e não a partir da superfície, como ocorre nos fornos convencionais. A energia absorvida aumenta a vibração das partículas, produzindo o aquecimento dos alimentos.

Estas partilhas intimas a…

Inebriada em chocolate

Não estou com disposição de folia. Têm sido dias pesados. Na última semana fiquei muito sensibilizada pelo drama Nacional. Não sei a razão exacta de tamanha empatia mas as emoções descontrolam-se, solto lágrimas, o estômago aperta e a pele arrepia-se por cada reportagem na TV. Desta vez decidi ser activa e ajudar efectivamente. Contactei as entidades locais e soube como poderia minimizar a minha impotência, perante quem sem nada ficou e muito está a sofrer.

No entanto aceito o conselho de não poder me deixar abater desta forma! Este é o senão de se viver intensamente, quando se sente, não há como disfarçar. Preciso espairecer de alguma forma!
Vi o anuncio de uma festa temática: Noite branca. Adoro o conceito. A simbologia da cor, a luz que proporciona às pessoas e ao espaço. É um excelente motivo para aliviar o meu estado de espírito.

Até ao último momento estava indecisa mas ... definitivamente preciso rir, conviver e dançar.

Chegamos, convivemos com os amigos habituais, bebemos …

A chave é simplicidade...

Mais uma noite nos reencontramos. Um evento inicialmente calmo mas inesperadamente os ânimos se entusiasmaram. Mesmo assim, no meio do frenesim da pista, em horas altas, o sorriso de Nanda faz-me divagar. Relembro as memórias dos bons momentos em comum e toda a sedução improvável.

Faz pouco mais de um ano que fomos apresentados. Neste mesmo espaço, actualmente o nosso clube de eleição. Era noite de aniversário, casa cheia. Comemoração excelente para conviver, divertir, conhecer pessoas. Acabamos por usufruir toda a noite em conjunto sem que nada tivesse  sido planeado. Não nos largamos com desejo de usufruir de tanta empatia.

Sabia que os iríamos encontrar mas as expectativas eram muito diminutas, talvez não passássemos além de um "Olá". A imagem que Francisco me transmitiu em tempos, numa mera conversa online, fazia-me crer ser uma pessoa extremamente arrogante e presunçosa. Características, agora, completamente incompatíveis com o casal doce e desejado que se tornou. Des…

O teu presente!

Amo que me tomes assim, logo pela manhã, quando me despertas os sentidos lentamente. És o calor que me conforta todas as manhãs mas há dias em que te tornas o vulcão que me envolve.
Sou dominada por uma birra matinal, que faz parte de mim, mas tu já a conheces e moldaste de forma a conseguires o que desejas. Sinto a tua pele deslizar suavemente na minha, até que a tua língua me monopoliza. Em pouco tempo de acrobacias linguísticas consegues que desespere por ti. Já não quero dedos. Quero-te em mim e não consigo verbalizar. Estou no limbo do sonho que se torna cada vez mais quente.

Puxo-te para mim e possuis-me lentamente e facilmente. Estou inundada de prazer. Tenho a cona latejante com vontade de te absorver profundamente. Aumentas o ímpeto das estocadas o que provoca o gemido em mim.

Abrandas, manipulas as minhas pernas para me teres mais ao teu dispor. Surge um espaço que aproveito para o toque. Quero mais! O despertador lembra as horas e decido abreviar o desejo.

Viro-me para…

Sex Phone

Não me imagino num relacionamento à distância. Preciso de intensidade, de sentir, de cheirar e saborear. Tomar o que é meu! Mas há circunstâncias que devo tolerar e pacientemente esperar pelo momento de paliar o desejo. Sei de opiniões (fundamentalistas a meu ver) sobre "uma relação não se baseiar em sexo" mas também conheço quem não saboreie uma refeição e apenas se alimente por dever.

Tendo a libido bem desperta desde cedo, há alturas em que as hormonas "falam" mais do que o raciocínio. Numa destas alturas de distanciamento, a criatividade resolveu a cupidez momentânea: sex phone - mas elevamos um pouco mais. Decidimos ambos escrever as nossas sensações e pensamentos. O resultado incendiou mais do que o expectável!
Durante dias brincamos. Juntamos os textos e aqui está o registo:
"Ele não sabe o quanto a sua voz me deixa. Assim, inebriada, sedenta. Silencio-me para simplesmente ouvir como se me deixasse hipnotizar por todas as sensações que cada tom me caus…