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Reconhecimento

Às vezes há tanto para dizer e as palavras insistem em ser parcas. Fico presa nos pensamentos e memórias de vivências tão marcantes e o comutador da reflexão leva-me a relembrar máximas que tanto valorizo : "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. - C.Chaplin ".
Então nesta busca de algo que alimente o dicionário encontro uma sublime coincidência :

Gabriel Garcia Marquez, recebeu o prêmio Nobel da literatura em 1982, ano em que eu vim ao mundo. Ironicamente, ou não, descreve-me num texto que nem eu mesma consigo fazer melhor:

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.

Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café co…
Mensagens recentes

Regresso a borboletear

Finda mais um completo fim de semana. Estamos em meados de Outubro, um calor que ainda justifica a visita ao mar e muitos focos de incêndio pelo país nos quais tento não concentrar as atenções. Egoistamente prefiro minorar a revolta que gera com a ignorância. Entretanto a rádio dificulta esta tarefa.
A brisa evidencia a confusão do tempo: mistura o cheiro do Verão com a humidade de Outono, com ela surge alguma nostalgia. Perco-me em pensamentos, lembranças e reflexões ao som da musica. Paradoxalmente atenta, relembro a ultima leitura: O Cérebro – À Descoberta de Quem Somos. Divago no estudo do escritor, neurocientista - David Eaglemen. Não me lembro de alguma vez ter sentido o efeito do tempo parado. No entanto tenho imensas memórias e cada vez que as recordo revivo-as com mais ou menos detalhe, tendo algumas vezes a sensação de que o tempo na altura passou rapidamente e na memoria uma eternidade pelos detalhes evocados. Algo céptica com o estudo do senhor, que na introdução captou …

Delirante sobre-mesa

O Verão persiste em não terminar. Apesar do corpo já pedir o sossego dos dias mais frescos, é difícil ceder à lassidão quando se olha lá fora o sol radiante. As temperaturas ainda elevadas, para a época, estimulam o meu lado mais boémio. Assim, embora as férias já tenham sido consumidas há uns meses, está difícil sucumbir ás rotinas.
- Almoçamos juntos? Quero aproveitar mais um pouco de sol em conjunto.

- Tudo bem, mas terei direito á minha sobremesa? - responde-me assim, atrevidamente como hábito. Sorrio e não confirmo.

Simultâneamente com os dias quentes, fora de tempo, o trabalho tem sido mais intenso, e o cansaço domina-me facilmente. Alem de já sentir a alteração de estação mentalmente. Em tempos li um estudo que afirma que durante o mês de outubro, a maioria das pessoas dorme mais 2,7 horas por dia do que nos restantes meses, mas a qualidade e a profundidade do sono não serão tão altos como habitualmente, daí acabar por nos sentirmos constantemente sonolentos ao longo do dia, …

Quimera dissolvida em Mel I

"Dois é bom, Três é".... muito melhor! - Assim fantasiava muitas vezes em momentos de repouso com a de libido nos píncaros. Sonhos altos, quentes, de tal forma desejados até ceder a procurar registos cinematográficos de conteúdo para adulto. Quando o raciocínio recuperava forças, lembrava que tudo não passaria de mera fantasia. A timidez não permitiria viver tal loucura.
Com a idade e amadurecimento de conceitos e convicções, a desinibição para assumir fantasias surgiu. Em plena tertúlia noctívaga, questionada numa conversa sobre fantasias, sem recear repercussões, confessei a minha quimera nascida e aprisionada desde a adolescência. Alex (amigo circunstancial, impetuoso e muito tolo) diz conhecer alguém com quem deveria conversar.

Surpreendentemente Alex tinha razão. Houve um fascínio instantâneo entre mim e Mel. De tal forma que não esperamos muito para um encontro imediato. Logo, no dia seguinte, final de dia de trabalho, estaríamos, as duas entusiasmadas por trocarmos …

Quintessência potenciada

Vivemos trôpegos nas rotinas de trabalho. Mentes dormentes, absortas pelas rotinas impostas pela responsabilidade laboral. Depois do pico de energia sentido com a chegada do Verão, eis-nos novamente letárgicos á espera de férias. A ânsia pelo dolce fare niente consome-me o ânimo nos últimos dias. Para a restituição da minha salubridade mental, sinto uma necessidade premente do tempo de vacuidade. Nas poucas horas de lazer com a disposição frouxa, dedico-me a momentos calmos e passivos: leitura, reflexão, relaxe. Conduz-me a curiosidade da mente irrequieta em conjunto com o estado de alma e tropeço no "Elogio ao ócio" do matemático e filósofo Bertrand Russell (Nobel da Literatura). Surpreende-me ler quem estudou e fundamenta, em plenos anos 30, o quanto seria ideal o ser humano  trabalhar só e apenas 4 horas diárias; o quanto o lazer é produtivo para a sociedade, fomentando pensadores, investigadores, artes e toda a melhoria de qualidade de vida. Quem pode e sabe usufruir d…

Perfeitos desconhecidos I

- E como nos identificamos? - assim alcançamos a derradeira decisão.
A comunicação entre mim e Duarte tem sido realizada por mensagens sui generis, repletas em malícia e humor. Conhecemos muito pouco de cada um, até porque os interesses não passam pela individualidade e muito menos pela banalidade. Pelo contrário, desde o primeiro vislumbre de uma fotografia e comentário original, a intenção é o enigma e glamour.
Ainda elevamos a fasquia da ousadia na resposta á questão. Sugiro uma foto de oferta, assim identificarei procurando a mão com a imagem. Se nos anteciparmos e esperarmos por quem não conhecemos, peço a Duarte que me ofereça a imagem sensual por ele fotografada, surpreendendo-me. Ele contesta, quer algo mais. Quer um beijo quente! Assim, sem demoras e sem apresentações. Quer me diferenciar pela audácia.

Reconhecemos ser esta a aventura procurada. Poucas mais expectativas queremos alimentar! Partir em viagem em busca de desconhecidos. Ir ao encontro do dono do discurso humorís…

Dia Mundial das redes sociais

Vivemos numa correria constante. Sem conseguirmos usufruir de algo novo que depressa se torna obsoleto. Tudo é descartável. Tal como o "fast food", devoram-se momentos em prol do conforto em vez de os saborear!

Assim se tornou óbvio, em 2010, na era do mundo virtual tinha de ser comemorado um dia para as redes sociais. Celebra-se as "salas de convívio" actuais onde pouco se comunica e muito se visiona.
Recentemente, alguém me deu uma nova analogia para as selfies da moda partilhadas pelo mundo de desconhecidos: Efeito microondas!

Reconheço que o conceito é muito adequado! O forno de microondas não fornece calor, ele actua exclusivamente sobre as moléculas de água dos alimentos. As microondas têm alta capacidade de penetração na comida, o que possibilita a cozedura pelo interior e não a partir da superfície, como ocorre nos fornos convencionais. A energia absorvida aumenta a vibração das partículas, produzindo o aquecimento dos alimentos.

Estas partilhas intimas a…

Inebriada em chocolate

Não estou com disposição de folia. Têm sido dias pesados. Na última semana fiquei muito sensibilizada pelo drama Nacional. Não sei a razão exacta de tamanha empatia mas as emoções descontrolam-se, solto lágrimas, o estômago aperta e a pele arrepia-se por cada reportagem na TV. Desta vez decidi ser activa e ajudar efectivamente. Contactei as entidades locais e soube como poderia minimizar a minha impotência, perante quem sem nada ficou e muito está a sofrer.

No entanto aceito o conselho de não poder me deixar abater desta forma! Este é o senão de se viver intensamente, quando se sente, não há como disfarçar. Preciso espairecer de alguma forma!
Vi o anuncio de uma festa temática: Noite branca. Adoro o conceito. A simbologia da cor, a luz que proporciona às pessoas e ao espaço. É um excelente motivo para aliviar o meu estado de espírito.

Até ao último momento estava indecisa mas ... definitivamente preciso rir, conviver e dançar.

Chegamos, convivemos com os amigos habituais, bebemos …