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Mensagens

Reconhecimento

Às vezes há tanto para dizer e as palavras insistem em ser parcas. Fico presa nos pensamentos e memórias de vivências tão marcantes e o comutador da reflexão leva-me a relembrar máximas que tanto valorizo : "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. - C.Chaplin ".
Então nesta busca de algo que alimente o dicionário encontro uma sublime coincidência :

Gabriel Garcia Marquez, recebeu o prêmio Nobel da literatura em 1982, ano em que eu vim ao mundo. Ironicamente, ou não, descreve-me num texto que nem eu mesma consigo fazer melhor:

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.

Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café co…
Mensagens recentes

A chave é simplicidade...

Mais uma noite nos reencontramos. Um evento inicialmente calmo mas inesperadamente os ânimos se entusiasmaram. Mesmo assim, no meio do frenesim da pista, em horas altas, o sorriso de Nanda faz-me divagar. Relembro as memórias dos bons momentos em comum e toda a sedução improvável.

Faz pouco mais de um ano que fomos apresentados. Neste mesmo espaço, actualmente o nosso clube de eleição. Era noite de aniversário, casa cheia. Comemoração excelente para conviver, divertir, conhecer pessoas. Acabamos por usufruir toda a noite em conjunto sem que nada tivesse  sido planeado. Não nos largamos com desejo de usufruir de tanta empatia.

Sabia que os iríamos encontrar mas as expectativas eram muito diminutas, talvez não passássemos além de um "Olá". A imagem que Francisco me transmitiu em tempos, numa mera conversa online, fazia-me crer ser uma pessoa extremamente arrogante e presunçosa. Características, agora, completamente incompatíveis com o casal doce e desejado que se tornou. Des…

O teu presente!

Amo que me tomes assim, logo pela manhã, quando me despertas os sentidos lentamente. És o calor que me conforta todas as manhãs mas há dias em que te tornas o vulcão que me envolve.
Sou dominada por uma birra matinal, que faz parte de mim, mas tu já a conheces e moldaste de forma a conseguires o que desejas. Sinto a tua pele deslizar suavemente na minha, até que a tua língua me monopoliza. Em pouco tempo de acrobacias linguísticas consegues que desespere por ti. Já não quero dedos. Quero-te em mim e não consigo verbalizar. Estou no limbo do sonho que se torna cada vez mais quente.

Puxo-te para mim e possuis-me lentamente e facilmente. Estou inundada de prazer. Tenho a cona latejante com vontade de te absorver profundamente. Aumentas o ímpeto das estocadas o que provoca o gemido em mim.

Abrandas, manipulas as minhas pernas para me teres mais ao teu dispor. Surge um espaço que aproveito para o toque. Quero mais! O despertador lembra as horas e decido abreviar o desejo.

Viro-me para…

Sex Phone

Não me imagino num relacionamento à distância. Preciso de intensidade, de sentir, de cheirar e saborear. Tomar o que é meu! Mas há circunstâncias que devo tolerar e pacientemente esperar pelo momento de paliar o desejo. Sei de opiniões (fundamentalistas a meu ver) sobre "uma relação não se baseiar em sexo" mas também conheço quem não saboreie uma refeição e apenas se alimente por dever.

Tendo a libido bem desperta desde cedo, há alturas em que as hormonas "falam" mais do que o raciocínio. Numa destas alturas de distanciamento, a criatividade resolveu a cupidez momentânea: sex phone - mas elevamos um pouco mais. Decidimos ambos escrever as nossas sensações e pensamentos. O resultado incendiou mais do que o expectável!
Durante dias brincamos. Juntamos os textos e aqui está o registo:
"Ele não sabe o quanto a sua voz me deixa. Assim, inebriada, sedenta. Silencio-me para simplesmente ouvir como se me deixasse hipnotizar por todas as sensações que cada tom me caus…

Tal como Ostara, deusa da Primavera! - Prólogo

"Estou em dívida contigo!" - É assim que me acorda, entre carícias e ternura. Não sei muito bem o que significa, até porque não gosto deste sentimento de cobranças entre nós.
Ao longo do dia apercebo-me o quanto está endiabrado. Provoca-me constantemente pelos diversos canais de comunicação. Está contagiado pela época em que a celebração da Pascoa não tinha um cariz tão pesado, pela morte de um mártir, mas sim, pelo culto da fertilização com a vinda da nova estação. Essa é aliás uma das justificações pelo qual a simbologia desta data é o coelho.

Entretanto, chegada a noite, senti-me punida. Durante todos os afazeres continua a inflamar-me sussurrando-me indecências e toques. Depois do jantar, sentamos a relaxar e surpreendentemente ficamos pela conversa. Mesmo depois de ter admitido que me fez trocar de calcinha na hora de almoço. Provoco e pergunto então como vai saldar a dívida que mencionou logo cedo. Pede para segurar as ânsias mas tem uma surpresa para mim em breve.

M…

Porfia da cueca - parte 3

Quero colar-me a Dora e confirmar toda a nossa harmonia feminina! Assim saio do café; de braço dado com ela, esqueço um pouco a postura e o vestido curto, mostrando um pouco mais do que desejo neste momento. Entretemo-nos na conversa continuando a confirmar o quanto nos apreciamos mutuamente. Entre trivialidades, a provocação solta-se e mostramos a lingerie e as curvas uma à outra em plena rua. Estamos em euforia e é assim que a manifestamos.

Enquanto visto as leggings, chegamos ao restaurante. Lembro de comentar com o mais que tudo o quanto animada estou. Ainda a noite é uma criança e já assumo que valeu a pena!
Saímos do carro efusivos ainda. Reunimo-nos de novo no parque de estacionamento e sinto um olhar ferino de Léo. Neste exacto momento inicia-se a consumação da primeira promessa do menino rebelde -  Vou te roubar um beijo! - tantas vezes repetida nos últimos dias.

Intenso como tinha imaginado algumas vezes, decido ceder ao incentivo e confirmar se a porfia da cueca é real. Fo…

Sexo na pirâmide de Maslow

São duas da manhã e é uma daquelas noites de inquietude. Já dormi um pouco e aparentemente parece ter sido o suficiente. Em dispersos pensamentos lembro do Dr. Maslow e a sua pirâmide de necessidades. Aproveito o sossego das horas nocturnas para alimentar as minhas capacidades cognitivas. O psicólogo norte-americano considerou-as como necessidades de realização mas, apenas depois da pirâmide ter sido construída. Uma delas sinto-a com maior frequência: "conhecer e compreender o mundo a sua volta", como a natureza, a sociedade e a mente humana funcionam, por exemplo.
No entanto, após algumas pesquisas, deparo-me com uma ânsia que me desconcentra a leitura. Não consigo focar-me. Assim, disperso-me na navegação cibernética mas depressa decido desligar-me. Estou com tendência para ver conteúdos para adulto mas sem apetência para mais do que isso.

Estou de relações cortadas comigo mesma. Num momento mais conturbado emocionalmente, não quero os meus dedos, não quero o chuveiro ma…

SPA improvisado

Está em voga crescente o cuidado com a saúde e o bem estar. Faz sentido num país onde o PIB é essencialmente alimentado por serviços, acontecer a modernização dos mesmos. Além do que dizem estudos que uma pessoa saudável em diversos aspectos, produz muito mais. Entretanto, são os períodos de stress de trabalho que geram também a cadência do nosso bem estar. Um circulo vicioso portanto!

Nestes dias de cansaço, até mais mental do que físico, sinto uma necessidade de momentos de puro egoísmo. Colocar os meus fones, vestir algo confortável e apenas sair, esquecer um pouco as responsabilidades/ preocupações. No entanto, tal como não se deve ir às compras com o o estômago vazio, não deveria aproximar-me de gurus de saúde e bem estar. Inevitavelmente acabo por ceder a caprichos, quando apenas procuro  um pouco de mimo para o ego.

Deveria simplesmente tratar um pouco da beleza mas acabei por me exceder. Acordei com este pensamento em forma de recriminação. Desembrulho as caixas e chamo-o. De…