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Verdade ou consequência - Parte 2

Um dos valores que primamos é sermos verdadeiros. Ceder à consequência está difícil. Assim acabamos por conhecer melhor as historias de cada casal, as primeiras paixões, o primeiro contacto físico, os momentos mais aventureiros de cada um… A cada pergunta o nível de intimidade aumenta e a libido que se sente é extasiante.

Lucas começa a soltar o pestinha que é, e promete que vai deixar a verdade para outras estâncias. Quer consequências! O meu mais que tudo, em autêntica irmandade de homens, apoia. É a minha vez de fazer a garrafa girar e a "vítima" é a Mariana. 

Decido usar a questão em forma provocadora: "Tens a certeza que é verdade? Não queremos ninguém aborrecido!" - Mariana condiciona, como tão bem sabe fazer : “ se não fores muito mazinha, aceito consequência.” Um rodopio de ideias me surgem e muitos olhares expectactantes pairam sobre o meu movimento brusco de fugida para o hall de entrada. Tinha lá deixado um saco que neste momento contém algo que pode ser usado e bem aplicado. 

Peço à Mariana para vir comigo ao hall. Os homens reivindicam o direito do jogo. Interrompo as reclamações e peço que se sentem de forma a apreciar a entrada da sala. Em cima da consola de entrada temos as pérola. Sorrimos uma para a outra e, sem soltar uma palavra dispo a minha asa delta, e coloco lentamente, sob o olhar atento da Mariana, a tanga de renda preta com as pérolas. Como ainda não disse qual a consequência, ela não se move, mas permite que eu repita o mesmo com ela. Dispo-a lentamente da cueca rendada, e coloco-lhe a tanga vermelha centrando as pérolas no meio dos seus lábios quentes. Ouço um inspiração profunda e levanto-me dizendo - "consequência aguentares as pérolas sentada". Sorri e diz-me - "consegues sempre surpreender-me!"

Entramos na sala e os nosso maridos estão em suspense apesar de terem observado, por entre os reflexos do espelho da porta, os nossos movimentos de despe e veste. Lucas pede: - "podemos saber qual a consequência?" colocamos ambas uma perna em cima do sofá e somos contempladas.

De novo na mesa do jogo, Mariana gira a garrafa e solta uma gargalhada quando a mesma pára em frente ao Lucas. Claro que teria de se sujeitar a consequência. Pede auxilio, pois a criatividade não é o seu dom mas deseja muito castigar o incentivador dos desafios, de forma severa. O meu galanteador sussurra-lhe algo ao seu ouvido. Passamos por mais um momento de suspensão. Esta expectativa é deliciosamente divertida para todos. Mariana diz-me que precisa da minha ajuda. De acordo com o que um passarinho verde lhe contou, eu sei dançar de forma muito atrevida e gosto de o fazer. Enquanto me fala começa a atar as mãos do Lucas atrás da cadeira. Pede-me que dance de forma muito impudica para o Lucas e ao dizer esta ultima frase cora e sorri (o encanto dela). 

Realmente é um prazer dançar mas desta forma é algo novo. Desafios aliciantes que estão a fazer da noite uma festa. Escolho funk. Bem apropriado a uma table dance. Acabo por também ser "vitima" das pérolas que não ajudam a fazer o quadradinho de quatro. Todos reparam e comentam jocosamente no tesão do Lucas. Rodopio sobre mim e observo o aconchego dos dois apreciadores de bancada que já se tocam e trocam uns beijos doces. A musica vai a meio a sento no colo do Lucas. Algo intrigante na mente, será a minha humidade ou a dele que sinto. O ambiente já queima no interior do meu ventre e apercebo-me que não serei a única. Aproveito as mãos atadas do Lucas e toco-lhe com suavidade no seu peito, nos seus braços. sinto-lhe o corpo quente e a musica termina. Surpreendentemente, a "presa" esteve em silêncio todo este tempo, mas solta agora : "venham mais consequências destas".

Novo girar da garrafa e quase propositadamente, serei castigada pela dança indecente. Os três combinam algo. Estamos completamente desligados do mundo. A deixar-nos levar pelos desejos mais lascivos. Mariana sai da sala dizendo que vai buscar mais bebidas. O meu marido segue-a mas logo reaparece com o saco da entrada. Retira as cordas de seda e passa-as para o Lucas. Sorrio. Estou uma mera observadora. Ouço um sussurro: "Também serás amarrada!" 

Libertam a mesa e o meu marido pede que suba. Estou obediente, expectante. amarram-me pulsos e tornozelos a cada canto da mesa. Entra a mariana com gelo e uma caixa. Isto está empolgante, penso!

Novo sussurro: "ou pedes para parar, ou deliras!" Baixam a luz, apenas o candeeiro do aparador se mantém, a musica começa lenta como as mãos no meu corpo. O jarro do gelo é colocado ao lado da minha face e a Mariana também solta o seu ar de diabrete dizendo : "Provocaste todos! Serás provocada!"

O meu marido beija-me de forma apaixonada. Sinto-me contrair ao mesmo tempo que as mãos grandes e quentes me sobem pelas pernas. Ambos os homens se colocam a cada lado de mim pedem para eu ver o que eu fiz. estão hirtos de tesão. A Mariana baixa-me o soutien, descobrindo os meus mamilos tesos também. Com uma maldade inesperada passa um cubo de gelo sobre eles e cada um abocanha de cada lado. Fazem-me gemer. O meu marido puxa a Mariana para a beijar mesmo á minha frente, de forma que eu os veja. Só ele sabe o quanto mexe comigo, o quanto me delicio com tal visão. No entanto Lucas não me deixa usufruir simplesmente. Coloca o seu tesão na minha boca. Degusto como há muito o desejava. sugo, lambo e chupo enquanto me acaricia os peitos. De vez em quando a Mariana lembra-se do gelo de novo, apesar das mãos do meu homem a deixarem torpe.

Lucas abre a caixa que a Mariana trouxe. Neste momento conheço a caixa dos brinquedos dos dois. Ele pergunta-me se quero escolher e eu nego. Dá a escolher à Mariana que já ruboriza de tanto fulgor. Está rendida ás mãos que me aquecem no dia a dia. Num instante escolhe um vibrador. Sentindo-me impotente com as cordas, imagino o que planeiam e desejando muito mais, decido terminar a travessura. Solto: Parem!

Todos com uma expressão séria, tratam de me desamarrar, perguntam se estou bem. Respondo com safadeza no olhar: "Quero muito mais, mas não assim!"

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