É na viragem do ano que muitas pessoas refletem sobre o balanço do mesmo. Não o costumo fazer mas é quase inevitável não pensar no tema. Prefiro outra altura, também marcante mas mais pessoal, só minha. Sigo o lema: Um ano novo é quando o Homem quer! (adaptação) - afinal os orientais não comemoram na mesma altura que os ocidentais (sendo o próximo a 5 de Fevereiro) e há algum tempo atrás, antes do calendário gregoriano, o ano novo era celebrado apenas a 1 de Abril!
Os últimos tempos têm sido intensos em crescimento, em emoções em ... viver! Devota do conceito mindfulness, tento usufruir muito mais do momento, talvez seja o amadurecimento a dar ares da sua graça. Quando revivo o passado, sinto uma espécie de ritual de conclusão e por isso, abominando as despedidas, dediquei-me menos a este cantinho de ócio. O monopólio pelos momentos e memórias é cada vez mais renitente.
Comum a qualquer ser, aqui ao outro lado do globo, recordo o drama, a doçura, alegria, amizades que se firmaram e outras se desfizeram, pessoas especiais e outras apenas de passagem, viagens inesquecíveis (provavelmente o ultimo ano foi aquele em que mais viajei pelo país, cada vez mais turístico). Numa destas aventuras, quase há um ano atrás, e sem nada ter sido planeado (aliás bem pelo contrário), relembro uma viagem, das mais marcantes. E assim nasce uma das resoluções: Continuar a viver este mesmo espírito.
Uma noite em que a espontaneidade foi a regra, decidimos percorrer quilómetros a dois, apenas para usufruir de uma noite diferente. O intuito era conhecer um clube, sem nenhuma expectativa além do namoro constante e o ambiente de glamour propagandeado por quem já conhecia o espaço. Ao longo da noite cruzamos diversas vezes olhares, sorrisos e até um “licença” com pessoas bonitas. No entanto havia um sorriso reconhecido de algures. Foi esse mesmo o mote do primeiro olá.
Quando as horas já iam altas e o cansaço estaria eminente, decidíamos o último copo no bar. Neste ínterim travamos as primeiras palavras com um interessantíssimo casal: Helena e Caio.
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Do pai das pin-up, o peruano Alberto Vargas |
Comum a qualquer ser, aqui ao outro lado do globo, recordo o drama, a doçura, alegria, amizades que se firmaram e outras se desfizeram, pessoas especiais e outras apenas de passagem, viagens inesquecíveis (provavelmente o ultimo ano foi aquele em que mais viajei pelo país, cada vez mais turístico). Numa destas aventuras, quase há um ano atrás, e sem nada ter sido planeado (aliás bem pelo contrário), relembro uma viagem, das mais marcantes. E assim nasce uma das resoluções: Continuar a viver este mesmo espírito.
Uma noite em que a espontaneidade foi a regra, decidimos percorrer quilómetros a dois, apenas para usufruir de uma noite diferente. O intuito era conhecer um clube, sem nenhuma expectativa além do namoro constante e o ambiente de glamour propagandeado por quem já conhecia o espaço. Ao longo da noite cruzamos diversas vezes olhares, sorrisos e até um “licença” com pessoas bonitas. No entanto havia um sorriso reconhecido de algures. Foi esse mesmo o mote do primeiro olá.
Quando as horas já iam altas e o cansaço estaria eminente, decidíamos o último copo no bar. Neste ínterim travamos as primeiras palavras com um interessantíssimo casal: Helena e Caio.
Cada riso tornou-se um autêntico shot de adrenalina. Esquecida a lassidão e as horas, renovadas as energias e acendida a tesão, seguimos em catadupa na empatia a quatro enquanto bebericávamos algo. Apreciávamo-nos mutuamente em malícia, os vestidos das mulheres foram despidos lentamente por olhares e palavras. As mãos deles revelavam timidamente a vontade de explorar mais até decidirmos deambular pelo enorme e lotado recinto. Procurávamos consumar a cupidez dos corpos.
Se Caio cativou-me pelo sorriso no primeiro instante, Helena revelou uma beleza única muito além das curvas voluptuosas, envoltas num tecido cor da paixão. Alta, tez clara, cabelo rebelde e olhos cristalinos é dona de um fogo e humor magnetizantes, causadores da desmemória de todos os outros com quem cruzamos naquela noite. Caio, é um pouco mais tímido mas consegue oferecer toda a doçura que o caracteriza desde o olhar a um simples toque.A candura evidencia o galanteador e inflama lentamente.
A madrugada era longa e repleta de aventura. Enquanto muitos se despediam da noite, o nosso auge acontecia mesmo ali, na pista. O anseio de qualquer adolescente enamorado: a entrega dos corpos ao som e olhares de um DJ surpreendido, digno de quatro adultos apaixonados pela vida!
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